
Este é o primeiro artigo da Jornada do Acordeonista, criada pela Harmonik e apresentada por um de seus fundadores, Jonatan Dalmonte. A Jornada conta com uma série de vídeos publicada no YouTube – inspirada no nosso e-book “O Acordeonista no Palco” – que acompanha todas as etapas da jornada do acordeonista: do início dos estudos até o momento de subir ao palco com segurança, qualidade sonora e liberdade musical.
Em cada capítulo do projeto, Jonatan compartilha conhecimento técnico, histórico e prático, explicando desde o processo natural de evolução do músico, a amplificação, a instalação dos captadores, o uso de acessórios, as diferenças entre modelos e tecnologias e tudo o que envolve tocar de forma plena em qualquer situação – bar, estúdio, igreja, festival ou grande espetáculo.
Se você quer acompanhar a experiência completa, veja a série no nosso canal e baixe o e-book gratuito “O Acordeonista no Palco”, aqui.

Por que amplificar o acordeon é tão complexo?
À primeira vista, o acordeon parece fácil de capturar: é potente, fala alto e domina o ambiente com naturalidade. No entanto, essa sensação engana. A verdade é que o acordeon é um dos instrumentos mais complexos de amplificar, especialmente quando o músico precisa tocar em palcos maiores, com volume alto no monitor ou em ambientes desafiadores.
E aqui está o principal motivo: o som do acordeon não sai de um único ponto.
Um instrumento com muitas vozes ao mesmo tempo
O acordeon possui saídas de som espalhadas pelo corpo do instrumento. O lado dos baixos se movimenta, mudando de posição enquanto a mão toca – o que altera o volume e a proximidade de qualquer microfone externo. A mão direita fala em outra região, com frequências diferentes, além do timbre variado entre notas graves, médias e agudas.
Um único microfone externo, posicionado ao centro, até pode funcionar em situações pequenas, mas não entrega equilíbrio, dinâmica e presença em ambientes maiores.
Dois microfones? Resolvem parcialmente, mas a movimentação da mão esquerda causa oscilação de volume.
Um microfone só para o teclado? Ele captaria com mais clareza a região central, mas deixaria as notas graves e muito agudas desbalanceadas.

A grande ilusão
É comum imaginar que “se um microfone pega o som, está resolvido”. Mas o acordeon não é um piano parado, nem uma voz estática diante do microfone. Ele é um instrumento vivo, móvel, com múltiplas câmaras sonoras, diversas colunas de ar e um espectro amplo de frequências que mudam enquanto o músico se movimenta.
Por isso, desde os primeiros passos da história da amplificação, os músicos precisaram improvisar soluções. Às vezes com bons resultados, outras vezes com limitações claras: microfonia, perda de timbre, falta de presença, variação de volume, dificuldade de monitor e sensibilidade a ruídos de palco.
Mas isso já ficou no passado.

A evolução da amplificação do acordeon
Ao longo das décadas, surgiram inúmeras tentativas de amplificar o acordeon, tanto internas quanto externas. Mas cada avanço trouxe desafios: microfonias, falta de presença, mudanças de timbre, interferências no palco, dificuldade de equalização, ruído, cortes de frequência agressivos, entre outros problemas.
Foi dessa necessidade que nasceram os captadores modernos, oferecendo uma proposta totalmente diferente da microfonação tradicional: captar o instrumento pelo que ele é, não pelo que ele aparenta a poucos centímetros do microfone.
E se o nosso ouvido reconhece o acordeon pelo conjunto de suas ressonâncias, harmônicos, vibrações e dinâmica, então uma captação que reproduza esse conjunto é fundamental para que o instrumento soe natural, fiel e vivo no palco ou no estúdio.
E nós poderíamos ficar horas e horas aqui te provando que o acordeon não é mais o mesmo sem uma boa captação. Mas, isso vai ficar para os próximos capítulos!

ASSISTA AO CAPÍTULO 1
Para acompanhar esta série em áudio e vídeo, acesse:
👉 YouTube da Harmonik “A Jornada do Acordeonista”
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