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A Jornada do Acordeonista: a escolha da captação

Escolher a captação ideal é um dos momentos mais decisivos da jornada do acordeonista. Depois de entender por que amplificar o acordeon é tão complexo e como surgiram as primeiras soluções ao longo da história, chega a hora de fazer uma escolha consciente que respeite o instrumento, o ouvido do músico e o contexto em que ele toca.

Neste terceiro capítulo da Jornada do Acordeonista, vamos aprofundar um tema que gera dúvidas genuínas entre músicos de todos os níveis: qual captação escolher, por quê e com base em quais critérios.

Um investimento que deve acompanhar o valor do instrumento

O primeiro ponto é simples, mas frequentemente ignorado: a captação precisa ser um investimento proporcional ao valor do acordeon.

A recomendação geral é que o valor da captação represente cerca de 15% a 20% do valor de mercado do instrumento. Isso não é um número aleatório. Ele existe porque a qualidade construtiva, o timbre das vozes e a personalidade sonora de um acordeon só chegam ao público se a captação estiver à altura.

Não faz sentido subir ao palco com um instrumento de alto nível – como uma Scandalli Super VI ou uma Giulietti 127 – e permitir que o público escute um som inferior, empobrecido ou descaracterizado. Quando a captação não acompanha o instrumento, cria-se um descompasso claro entre o que o músico toca e o que o público recebe.

Recursos importam, mais do que parece à primeira vista

O segundo critério fundamental na escolha da captação são os recursos disponíveis.

Hoje, praticamente todas as captações oferecem controles básicos de volume para teclado e baixos. Mas a jornada do músico no palco vai muito além disso. Dependendo do contexto, podem ser indispensáveis recursos como:

  • controle de tonalidade (grave e agudo)
  • chave mono/estéreo
  • vibrato
  • alimentação por phantom power
  • sistemas de anti-feedback
  • efeitos e controles avançados

Escolher uma captação sem os recursos de que o músico realmente precisa costuma gerar um problema recorrente: a troca precoce do sistema. E essa troca não custa apenas o valor do novo captador, mas também uma nova instalação, além da frustração de perceber que a escolha inicial foi limitada.

Por isso, pensar no uso real do acordeon – palco, estúdio, igreja, grandes eventos ou gravações – é essencial antes de definir o modelo.

O ouvido do músico também faz parte da equação

O terceiro ponto, e talvez o mais subjetivo, é a exigência do ouvido do acordeonista.

Nem todo músico tem o mesmo nível de sensibilidade sonora e isso não é um problema. Há acordeonistas que buscam praticidade e outros que possuem um ouvido altamente treinado, acostumado a equipamentos de alta fidelidade, gravações refinadas e timbres muito específicos.

Se esse é o seu caso, dificilmente uma captação mais simples será suficiente. Um ouvido exigente pede alta fidelidade, mesmo que isso represente um investimento maior. Por outro lado, há músicos com instrumentos mais caros que não se sentem tão incomodados por soluções mais básicas – e isso também é válido, desde que seja uma escolha consciente.

O erro está em ignorar o próprio ouvido.

Escolha feita. E agora? Depois de alinhar valor do instrumento, recursos necessários e exigência sonora, a captação escolhida precisa passar pelo próximo passo da jornada: a instalação correta.

Como instalar? Quem deve instalar? O que evitar? É exatamente sobre isso que o próximo capítulo da série vai tratar.

Para acompanhar esta série em áudio e vídeo, acesse:

👉 YouTube da Harmonik “A Jornada do Acordeonista”

Recursos exclusivos:

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