Quem nunca terminou um show, chegou em casa e percebeu um zumbido no ouvido ao encostar a cabeça no travesseiro? Para quem trabalha frequentemente com música ao vivo, essa situação pode até parecer comum. Porém, o zumbido após uma apresentação pode indicar uma alteração temporária na audição causada pela exposição a volumes elevados.
A saúde auditiva do músico merece atenção justamente porque essa exposição se repete ao longo de ensaios, passagens de som e apresentações. Com o passar dos anos, níveis sonoros elevados podem contribuir para danos permanentes à audição.
Neste capítulo de A Jornada do Acordeonista, Jonatan Dalmonte chama a atenção para esse cuidado e apresenta uma alternativa para reduzir a intensidade sonora preservando a percepção das frequências.

Por que o músico precisa cuidar da saúde auditiva?
A audição participa diretamente do trabalho de quem toca. É por meio dela que percebemos diferenças de timbre, dinâmica, afinação e equilíbrio entre os instrumentos e, quando o músico passa várias horas exposto a volumes elevados, precisa considerar também o efeito que essa rotina pode provocar ao longo da carreira.
Por isso, é preciso observar os sinais que aparecem depois de ensaios e apresentações. Um zumbido recorrente, por exemplo, não deveria simplesmente entrar para a lista de coisas consideradas normais depois de um show.
Reduzir a exposição sonora ajuda a preservar a audição, mas existe uma dificuldade particular para quem trabalha com música. Proteger os ouvidos não pode significar perder completamente a referência do que está sendo tocado.

Como proteger a audição sem prejudicar a percepção do som?
Protetores auriculares comuns conseguem reduzir o volume que chega aos ouvidos, porém podem alterar bastante a percepção das frequências. Para um músico, essa mudança interfere na maneira como ele escuta o próprio instrumento e tudo o que acontece ao redor.
Foi pensando nessa necessidade que desenvolvemos o EarProtect. O dispositivo oferece atenuação média de 27 dB e reduz o volume geral mantendo a fidelidade das frequências. Ele também é lavável e reutilizável, características importantes para quem pretende incorporá-lo à rotina de ensaios e apresentações.
Assim, o músico consegue diminuir a intensidade sonora que chega aos ouvidos e continuar percebendo com clareza os elementos necessários para tocar.
Ouvir bem também faz parte da carreira
Quem pretende passar muitos anos fazendo música precisa pensar na audição com a mesma atenção dedicada ao instrumento, à técnica e aos equipamentos.
Conhecer os efeitos da exposição a volumes elevados e encontrar formas adequadas de proteção ajuda a construir uma rotina mais consciente dentro e fora do palco.
Este capítulo faz parte da série A Jornada do Acordeonista, apresentada por Jonatan Dalmonte. Continue acompanhando a série para conhecer outros aspectos técnicos e práticos que fazem parte da rotina do acordeonista.

Para acompanhar esta série em áudio e vídeo, acesse:
👉 YouTube da Harmonik “A Jornada do Acordeonista”
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